quarta-feira, 13 de julho de 2011

Agradecimento ao Amigo...











Estava estacionando minha moto na frente da "A Porteira",quando fui surpreendida pela presença do meu querido amigo Eneuso Penalva,que gentilmente autografou uma folha impressa,deu-me,enfatizando e pedindo que a lesse e divulgasse.
Em casa,aguardei o momento oportuno para ler o escrito cujo titulo "Angico"me lembrou a cidade de Sergipe Poço Redondo,Fazenda Angico,onde Lampião foi morto pela Volante comandada pelo Coronel Bezerra.
A principio eu não entendi muito bem porque ele intitulou o texto de Angico, porque na verdade era uma descrição saudosista dos velhos tempos de Esplanada e de alguns momentos marcantes do inicio da televisão brasileira.
Porém,relendo e refletindo em cima do que li, compreendi que "ANGICO",seria a batalha espiritual travada pelo meu amigo que foi acometido de um "surto" de saudosismo dos companheiros de infância e das coisas que ele viveu!
É...realmente dá saudade das manifestações populares da época,que com o tempo foram esquecidas.
Comecei a lembrar do tempo em que o Timbó ainda era de barro vermelho,cheio de cascalho,uma poeira danada!Era pouco iluminado e a luz do gerador, apagava as 20 horas.
Das procissões de lanternas coloridas,EU vestida de anjo,caminhava descalça até o convento dos frades.(Ai como doía meus pés...!!)
Lembrei também dos forrós de zabumba no clube;dos ternos de reis e pastoras.Dos bailes de tabuado,do futebol no campo de aviação.
O velho trem varrendo a madrugada e parando na estação que foi demolida(que pecado!);das rezas de Sto. Antonio nas casas das comadres.Ai que saudade da velha Esplanada com seus chalés coloniais. Profª Olga Schimit, D. Laura,Profª Carmem Vita,D. Zezé,pessoas que se dedicavam tanto na preservação das tradições. Festa de Reis? Que beleza!! Todo mundo vestido com seus espelhos e fitas para adoração ao Rei Menino!
O São João festivo,cheio de fogueiras e balões confeccionados por meu pai.Vinha gente de longe ver seu Jurandyr soltar seus balões gigantes,seus balões charutos.Era uma beleza apesar do perigo.Nós ajudávamos a meu pai colar as folhas de papel seda com cola feita de farinha de trigo que minha mãe colocava em tampas de latas de leite em cima da mesa.
Como era gostoso as brincadeiras das crianças que faziam comidinha nas panelinhas de barro que comprávamos na feira.Feira essa que era uma das melhores da região tão rica nos caxixis,panelas de barro, esteiras.Se vendia cavalo,jegue,carneiro,galo,de tudo.Era legal !
Vou deixar de viajar na saudade porque ficaria extenso meu relato, mas o que eu quero realmente é alertar meus leitores para que atentem,pois pessoas como Eneuzo, EU e muitos outros sentimos MUITO a falta dessas manifestações tão marcantes no passado da nossa história. E se pessoas como ele,eu e outros deixarem de existir,Esplanada deixará de ter quem relate a sua história.E se as pessoas não preservarem,não escreverem,não publicarem os fatos e relatos,ficará difícil num futuro breve a nova geração conhecer o lugar onde nasceram e se criaram.
Felicito ao querido amigo Eneuzo pela iniciativa de publicar com ajuda de amigos,os escritos relatando seu "surto" de saudosismo.
EU também aprendi com ele,eu "viajei" também no passado,eu também tive um "surto" de saudosismo.
Aplaudo sua iniciativa!

domingo, 29 de maio de 2011

Informações sobre Esplanada


Não sei se todos sabem...mas alguns na maioria sim.Principalmente os alunos do Instituto Educacional Arco Iris.
Em 2006,a professora Amélia Ferraz,preocupada com a falta de informação por parte de seus alunos,elaborou um modulo sobre a Cidade de Esplanada e introduziu no programa de ensino de Cultura Baiana da 6ª e 7ª serie do 1º grau.
Para tal sua fonte de pesquisa basicamente foi o Livro do Sr. Hildeth Cardoso de Faria(História de Esplanada),um módulo adquirido emprestado na CONDER (Diagnostico do Sistema Turistico de Baixio),alguns mapas defasados no IBGE e um estudo trabalhoso feito nas fichas do Senso Cultual de 2005, elaboradas pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Dessa forma,foram reunidas informações e conhecimentos básicos sobre o Municipio,permitindo assim ações reflexivas sobre como as relações sociais, econômicas e culturais podem produzir mudanças no meio ambiente, devendo ser planejadas e gerenciadas de forma a pontecializar os impactos positivos e minimizar os negativos,gerando beneficios a comunidade e ao meio em que se vive.
Por outro lado,como artista e cidadã preocupada em valorizar a pluralidade do patrimônio sócio/cultural esplanadense, a ser preservado por todos, usou em suas aulas de educação artística, recursos para que os mesmos através da fotografia,desenho , pesquisa e teatro,desenvolvessem o interesse para tal.

Pois bem.De lá para cá já se passaram 6 anos. Esplanada continua a crescer em população,ruas,bairros porém seu povo pouco sabe da sua história.
E onde encontra-la? Na biblioteca?
Sabemos que um povo sem historia é um povo sem identidade.
Precisamos viver mais preocupados em manter nossas tradições. Tradições essas que na verdade NÃO EXISTEM MAIS ! É uma pena porque são elementos que precisam ser preservados ,mesmo havendo uma descaracterização com o tempo.
O Litoral Norte onde nos situamos é hoje uma região essencialmente turistica,no entanto nossos governantes não acham que é possivel nossa região gerar fonte de renda para a população.
Por tanto e por amar a terra onde passei a maior parte da minha infância e onde hoje resido ha 12 anos é que continuo a clamar pela cidade. Mesmo que por ora, devido ao cansaço e a falta de interesses das autoridades,meu clamor seja suave quase intimo.
Mas...VAMOS CONTINUAR VESTINDO A CAMISA : ESPLANADA PRECISA REVIVER!!