quinta-feira, 14 de junho de 2012

Morte e Vida de Um Gênio


Vou falar de um gênio. Gênio este que conheci, aprendi a amar e por muitas vezes odiar. Gênio mundialmente conhecido por uma unica obra das inúmeras e milhares que deixou. Estou me referindo a José Alberto da Silva, mais conhecido como Beto Silva, Beto Biguá para os amigos de infância. Autor do hit de Carnaval "PREFIXO DE VERÃO", capa e musica carro-chefe do CD da Banda Mel em 1990. Ganhador do Troféu Caymi como melhor musica do carnaval 91, com mais 5 indicações de premiações.

Estou falando do menino de familia humilde que cresceu na Cidade Nova. Que vendia amendoim torrado e carregava trouxas de roupas lavadas na cabeça para ajudar sua mãe,D. Maria, eximia cozinheira da Rampa do Mercado Modelo.
O menino de cabelos encaracolados, que desde cedo mostrava "dotes" e qualidades de um garoto precoce. Assim sendo, saiu vencedor do Programa HORA DA CRIANÇA,apresentado pelo Jornalista, Teatrólogo e Professor Adroaldo Ribeiro Costa, na TV Itapuã.
Daí em diante, se transformou em um rouxinol,não parando mais de cantar e aprendeu sozinho a dedilhar o violão.
Passou a participar de vários Festivais de Musica Estudantis e mais tarde junto com Albenizio Fonseca , Tuca Moraes , Bué,Orlando Pinho e outros,fundou o Grupo Pulsa e passou a se apresentar em shows pelos interiores da Bahia. O repertório, sempre foi recheado de composições suas. Recordo de muitas delas que falavam de um amor selvagem, da necessidade de liberdade de expressão. De sentimentos que ele preferia sentir sozinho e expressar em acordes e linguagens surrealistas.
"A vida em tudo quer voar","As Feras Deliram", "Quando o Sino Bate", "Corpo de Delito","Toma jeito Coração"(essa fez pra mim....)
Lembro todas.. de muitas mais. A maioria compostas dentro de um banheiro pequeno, muito apertado, onde ele acomodava um banquinho pra sentar, outro pra escrever.sua carteira de Derby (fumante frequente), pegava sua craviola de oito cordas e lá ficava, fritando no forno do banheiro suas novas delicias musicais.
Beto era extremamente irreverente, verdadeiro. Isso o fazia distante de muitos que o achavam orgulhoso e pedante.
Em 1990, quando sua musica foi gravada pela Banda Mel, ele não suportou muito a "pressão" da fama e de como administrar o dinheiro que recebia. Isso o fez mais vaidoso e começou a ter alguns delirius. A resposta a esse tipo de comportamento foi a retaliação que muitos do meio artistico retribuiu a ele por seus atos temperamentais.
A depressão foi sua companheira por longos períodos, períodos estes que se recolhia somente para compor. Não aderia a festas nem a reuniões sociais. Milhares de vezes fui busca-lo em bares e casa de amigos, completamente bêbado e drogado.
Foi quando, pressionado por todos os lados ,inclusive o da saúde , resolveu conhecer e entregar-se ao Evangelho de Cristo. Batizado na Igreja Batista da Independencia, gravou seu primeiro CD DIZIMOS, com repertorio gospel, todas de sua autoria. O CD foi produção independente e Beto não economizou na sua produção.Dizia que para Deus teria que ser o melhor!
Porém não teve o reconhecimento e apoio devido pela Igreja e seu CD tão precioso era usado para presentear a amigos e como pagamento de favores.Muitas vezes chegamos a ver cópias sendo vendido nas feiras livres.
O "irmão" Beto, decepcionado pela mal receptividade que teve, retomou a vida mundana,voltando a rechear seu repertorio com musicas de clamor,criticas e dor. Seus dias finais,foram empenhados na luta de viabilizar a Associação de Compositores Baianos.
Vitima de um infarto no dia 2 de junho, Beto Silva (como gostava de ser chamado), deixou uma lacuna na musica baiana, porém seus escritos e composições, serão lembrados pelas pessoas que com ele conviveram e que o jamais esquecerão.
Entre outras produções ,Beto lançou na Escola de Samba Império Serrano no Rio de Janeiro, seu livro Pré Texto Poético, com poemas em francês/português.Trabalhou também na coordenação do Projeto Pelourinho Via Brasil, que percorreu o sul do pais levando a arte e vida dos artistas baianos do Pelô.
Acredito (como esotérica que sou) que o numero dois foi seu companheiro. Nasceu a 2 de outubro e faleceu a 2 de junho de 2012.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vamos Cuidar dos NOSSOS ANIMAIS !


Venho acompanhado diariamente a vida dos cães de rua, que sujos, despelados, feridos e maltratados,desfilam nas avenidas revirando lixos.Vejo em seus olhos o pedido de socorro para amenizar com tamanho sofrimento....
Porém, o que as pessoas oferecem são pontapés, atropelos e gritos de FORA!
A população canina de Esplanada cresce assustadoramente, porém na Cidade não temos nenhuma Entidade que proteja e acolha esses  pobres animais.
Doentes,eles procriam e proliferam,povoando as praças. É comum ver matilhas atrapalhando o transito nos períodos de cio.
Ao contrario dos mandamentos que nos incentiva a acolher, alimentar e cuidar dos menos afortunados, as pessoas vivem indiferentes ao sofrimento dessas pequenas criaturas.
Devemos pensar no futuro desses animais, pois como toda cidade "evoluída" e organizada, a questão de se criar uma politica publica municipal efetiva de proteção animal é prioridade.
Projetos tipo "POSTOS VETERINÁRIOS "de proteção aos animais,vem sendo discutidos em varias capitais do país, visando solucionar o controle da natalidade canino-felina, principal vetor de abandono desses animais.
Com a implantação desses postos,além da prestação de serviço de esterilização, poderão também ser feitos atendimentos clínicos, cadastro de lares provisórios, achados/perdidos , prevenção e  combate aos maus tratos animais.
Essa é a visão atual da prevenção e proteção animal, abolindo o carater sórdido e degradante que era o modelo dos canis municipais dos centros de Zoonose, onde técnicas barbaras e medievais eram usadas, no aprisionamento e morte desses animais.
A Prefeitura deveria priorizar e executar projetos dessa natureza, pois só assim,alem de evitar traumas e mortes resultantes de acidentes com animais na rua, diminuiria também inumeras doenças que os animais são vitimas e que podem ser transmitidas a nós humanos.
Além é claro, de exercer a pratica da Ética!


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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Professora Daisy


Publicado em 18/04/12 às 17:37

Professora Daisy

-Professora Daisy-
Em 23 de julho de 2003, Esplanada perdia um um ícone da Educação dessa Cidade: a professora,amiga e mãe de todos nós. A querida e inesquecível, prof Daisy .
Ela que doou toda uma existência a educar, aprimorar e servir. Ela  que, com um jeito só seu , formava no final do ano um batalhão de alunos,alunos esses que eram carinhosamente chamados de “cabeça de mamão”. Não era um bullying  não era preconceito mas, a maneira engraçada de chamar a atenção dos alunos esquecidos e indisciplinados.
Delegada escolar do município, diretora do ACM, fundadora do CENEC,professora de português, filosofia,ed. física e tantas outras atividades que exercia e ocupava os momentos de pró Daisy…
Mãe e esposa abnegada.
Espirita por doutrina e caridosa por vontade própria.
Essa foi a MULHER guerreira e batalhadora que conheci e que amei como filha e aluna.
-”Me dê um dez minha mãe”! Eu mereço!”
-”Filha, se eu lhe der um dez estarei pecando ! De você eu quero sempre mais! ( e nunca ,me dava esse dez por mais que eu merecesse e me esforçasse!)
DEZ sempre foi essa mulher.
Dez sempre foi o seu carinho e dedicação, lembrados não só nesse dia (DIA DAS MÃES), como em todos de uma vida por milhares de pessoas e alunos que serão eternamente agradecidos a essa estrela de coragem e fé.
Em sua memória, seu nome foi dado a uma escola no Bairro das Mangueiras. E em sua memória, por essa saudade infinita que invade o meu ser, dedico essa coluna a minha mãe, a querida e amada Prof. DAISY NASCIMENTO FERRAZ.


sexta-feira, 23 de março de 2012

SAUDADES DA VELHA ESPLANADA












Fazem dias que observo a Praça...
Esplanada fervilha com o passar dos carros e de pessoas para todos os lados e direções.
Me pergunto o que fazem,como vivem,como sobrevivem...Penso na Cidade que não gera empregos,mas no entanto cresce e abarrota de gente.Acompanho o desenrolar da historia da minha cidade,girando os olhos em orbitas,desejando responder aos seus "porquês".
Sou surpreendida por um senhor que me pergunta:
-Ai vende mingau? Porque não vejo mais a senhora do mingau na Praça.
Respondi: -Ah Senhor...! Isso é coisa do passado, de um tempo que se foi...!
Ele concordou com um balançar de cabeça, um tanto que desapontado.
Fico a relembrar do tempo em que a Pça Ladislau Cavalcante,era uma enorme feira ao ar livre,que me encantava com sua variedade de mangaio,caxixis,balaios e gaiolas.De um tudo agente encontrava.
A feira era uma festa! Todos os sábados, com o sol ainda dormindo por detrás dos eucaliptos, as barracas começavam a ser cobertas com lonas. O chão de barro ganhava novas cores com as panelas, potes, moringas,peneiras e até os "Franciscos",como eram chamados os pinicos. Seu Josés,Antonios e Joãos, ofertavam seus coloridos e diversificados produtos.
A feira reunia os artesãos,os farinheiros, agricultores e pecuaristas.Vez por outra eramos surpreendidos pelo relinchar dos burros e o esganeio dos porcos.Riamos...
O vai e vem de bicicletas e o lamento do carro de boi era o transito da época.
E entre o cantar dos pássaros engaiolados e do apito do trem que teimava passar sempre na mesma hora,o encanto de um passado que ficou pra trás e jamais voltará.
Sonoridades,cheiros ,pessoas e cenários passam como slides na minha mente...
Os velhos cataventos, com suas pás, chamando inverno para Esplanada. Os freis capuchinhos que hoje, já não vemos mais em suas bicicletas e nas suas indumentarias.As reuniões no convento, onde aprendíamos a cantar em italiano (quando piantó una bella polenta).As procissões de lanternas coloridas,as meninas anjos de pés descalço ...
Em Esplanada reinava a tradição,reinava a cultura, reuniam-se as famílias; o homem tinha palavra. Essa foi a Cidade que conheci,onde vivi minha infância e que hoje vejo o desenrolar da violência e do descaso. Meu coração saudosista não consegue suportar a dor de ver MINHA CIDADE se perder entre tantos desencantos.Sei que o desenvolvimento traz muitas consequências,porém tenho saudades da Esplanada menina,terna,inocente.orgulhosa do seu passado valente enriquecedor e cultural.
SAUDADES DA "MINHA ESPLANADA"!



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Um pouco do passado ...
JÁ É CARNAVAL ESPLANADA!
ACORDA PRA VER ... AS ULTIMAS CARETAS !!!

Em 1965,quando menina de 10 anos, conheci a grandeza de ser uma" CARETA"!
Reunia-nos na casa de amigos , levávamos nossos trajes, mascaras,adereços e lá íamos trililolando(linguagem das caretas(tri,tri), de porta em porta, pedindo o que beber e o que comer.
Era como um dia das bruxas carnavalesco.
Não podíamos revelar nossa identidade nem sermos descobertos. Era um insulto se isso acontecesse.Careta que se preze, tem que estar icognita.Essa era a tradição.
Lembro que havia grupos diferenciados de caretas: os CARETÕES -(mascarados mais adultos que usavam mascaras de animais e mais horrendas): caretinhas (uma versão mais light,tanto nas mascaras quanto nos trajes) e os cabeçorras (estilo bonecos de Olinda,mascaras gigantes feitas de papel machê),sempre ovacionados pelas crianças que gritavam: "cabeçorra ladrão de ovo!"
Na mão, segurávamos sempre um chicote,uma matraca,algum garrancho, para surrar um mais ousado que aparecesse querendo arrancar nossa máscara.
E lá íamos...Do Timbó a Esplanada,parando sempre pelos becos em leves momentos de refrescagem.
Simples prazer de curtir o carnaval local.Preservando a tradição nos divertíamos e alegrávamos as ruas de Esplanada!
Hoje em dia, pleno Fevereiro de 2012,Esplanada não mais retem as caretas...!
São poucas as que ainda trafegam nas ruas e o sentido cultural já não é mais o mesmo.
Não recebemos mais a alegria dos ruidosos tris tris emitidos pelos mascarados.Nem tão pouco o alarido dos moleques que os seguem.
O colorido carnavalesco desbotou e as crianças já não esperam com ansiedade, os "blocos" dos mascarados,nem correm com medo dos cabeções.
Esplanada se recolhe na maresia das praias e as bandas de axé e pagode embalam a folia do fevereiro.
Não vemos mais o povo cantar e dançar as marchinhas no clube social...Nem bailes, nem fantasias...
Enquanto Maragogipe,Conde,Juazeiro,Valença,Belmonte e tantas outras cidades baianas se preocupam em preservar e resgatar seus grupos culturais,nós vamos perdendo o "saber" dos nossos.
Perdendo o caráter alegre dos festejos presentes desde a nossa origem!

ORIGEM DAS CARETAS: Tradição surgida no Natal,para comemoração da Festa do Divino Espirito Santo. As caretas são figuras satíricas que irreverentes,

MANDU: caretas com rosto coberto de esteiras,folhas de bananeira,peneiras e cobertos por um lençol branco. Provocam alvoroço entre as pessoas,principalmente entre as crianças.

CABEÇORRAS: caretas com máscaras desproporcionais confeccionadas de papel machê, com corpos que envergam. São associados aos bonecos gigantes.

As caretas são reconhecidas como patrimônio cultural em algumas cidades a exemplo de Maragogipe (BA)e Triunfo (PE)

As caretas de lama na Região de Baixio(Esplanada-Ba), já não ocorre mais com regularidade,pois os mais antigos já não têm condições fisicas de encenar a folia e os mais jovens não se interessam.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Agradecimento ao Amigo...











Estava estacionando minha moto na frente da "A Porteira",quando fui surpreendida pela presença do meu querido amigo Eneuso Penalva,que gentilmente autografou uma folha impressa,deu-me,enfatizando e pedindo que a lesse e divulgasse.
Em casa,aguardei o momento oportuno para ler o escrito cujo titulo "Angico"me lembrou a cidade de Sergipe Poço Redondo,Fazenda Angico,onde Lampião foi morto pela Volante comandada pelo Coronel Bezerra.
A principio eu não entendi muito bem porque ele intitulou o texto de Angico, porque na verdade era uma descrição saudosista dos velhos tempos de Esplanada e de alguns momentos marcantes do inicio da televisão brasileira.
Porém,relendo e refletindo em cima do que li, compreendi que "ANGICO",seria a batalha espiritual travada pelo meu amigo que foi acometido de um "surto" de saudosismo dos companheiros de infância e das coisas que ele viveu!
É...realmente dá saudade das manifestações populares da época,que com o tempo foram esquecidas.
Comecei a lembrar do tempo em que o Timbó ainda era de barro vermelho,cheio de cascalho,uma poeira danada!Era pouco iluminado e a luz do gerador, apagava as 20 horas.
Das procissões de lanternas coloridas,EU vestida de anjo,caminhava descalça até o convento dos frades.(Ai como doía meus pés...!!)
Lembrei também dos forrós de zabumba no clube;dos ternos de reis e pastoras.Dos bailes de tabuado,do futebol no campo de aviação.
O velho trem varrendo a madrugada e parando na estação que foi demolida(que pecado!);das rezas de Sto. Antonio nas casas das comadres.Ai que saudade da velha Esplanada com seus chalés coloniais. Profª Olga Schimit, D. Laura,Profª Carmem Vita,D. Zezé,pessoas que se dedicavam tanto na preservação das tradições. Festa de Reis? Que beleza!! Todo mundo vestido com seus espelhos e fitas para adoração ao Rei Menino!
O São João festivo,cheio de fogueiras e balões confeccionados por meu pai.Vinha gente de longe ver seu Jurandyr soltar seus balões gigantes,seus balões charutos.Era uma beleza apesar do perigo.Nós ajudávamos a meu pai colar as folhas de papel seda com cola feita de farinha de trigo que minha mãe colocava em tampas de latas de leite em cima da mesa.
Como era gostoso as brincadeiras das crianças que faziam comidinha nas panelinhas de barro que comprávamos na feira.Feira essa que era uma das melhores da região tão rica nos caxixis,panelas de barro, esteiras.Se vendia cavalo,jegue,carneiro,galo,de tudo.Era legal !
Vou deixar de viajar na saudade porque ficaria extenso meu relato, mas o que eu quero realmente é alertar meus leitores para que atentem,pois pessoas como Eneuzo, EU e muitos outros sentimos MUITO a falta dessas manifestações tão marcantes no passado da nossa história. E se pessoas como ele,eu e outros deixarem de existir,Esplanada deixará de ter quem relate a sua história.E se as pessoas não preservarem,não escreverem,não publicarem os fatos e relatos,ficará difícil num futuro breve a nova geração conhecer o lugar onde nasceram e se criaram.
Felicito ao querido amigo Eneuzo pela iniciativa de publicar com ajuda de amigos,os escritos relatando seu "surto" de saudosismo.
EU também aprendi com ele,eu "viajei" também no passado,eu também tive um "surto" de saudosismo.
Aplaudo sua iniciativa!

domingo, 29 de maio de 2011

Informações sobre Esplanada


Não sei se todos sabem...mas alguns na maioria sim.Principalmente os alunos do Instituto Educacional Arco Iris.
Em 2006,a professora Amélia Ferraz,preocupada com a falta de informação por parte de seus alunos,elaborou um modulo sobre a Cidade de Esplanada e introduziu no programa de ensino de Cultura Baiana da 6ª e 7ª serie do 1º grau.
Para tal sua fonte de pesquisa basicamente foi o Livro do Sr. Hildeth Cardoso de Faria(História de Esplanada),um módulo adquirido emprestado na CONDER (Diagnostico do Sistema Turistico de Baixio),alguns mapas defasados no IBGE e um estudo trabalhoso feito nas fichas do Senso Cultual de 2005, elaboradas pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Dessa forma,foram reunidas informações e conhecimentos básicos sobre o Municipio,permitindo assim ações reflexivas sobre como as relações sociais, econômicas e culturais podem produzir mudanças no meio ambiente, devendo ser planejadas e gerenciadas de forma a pontecializar os impactos positivos e minimizar os negativos,gerando beneficios a comunidade e ao meio em que se vive.
Por outro lado,como artista e cidadã preocupada em valorizar a pluralidade do patrimônio sócio/cultural esplanadense, a ser preservado por todos, usou em suas aulas de educação artística, recursos para que os mesmos através da fotografia,desenho , pesquisa e teatro,desenvolvessem o interesse para tal.

Pois bem.De lá para cá já se passaram 6 anos. Esplanada continua a crescer em população,ruas,bairros porém seu povo pouco sabe da sua história.
E onde encontra-la? Na biblioteca?
Sabemos que um povo sem historia é um povo sem identidade.
Precisamos viver mais preocupados em manter nossas tradições. Tradições essas que na verdade NÃO EXISTEM MAIS ! É uma pena porque são elementos que precisam ser preservados ,mesmo havendo uma descaracterização com o tempo.
O Litoral Norte onde nos situamos é hoje uma região essencialmente turistica,no entanto nossos governantes não acham que é possivel nossa região gerar fonte de renda para a população.
Por tanto e por amar a terra onde passei a maior parte da minha infância e onde hoje resido ha 12 anos é que continuo a clamar pela cidade. Mesmo que por ora, devido ao cansaço e a falta de interesses das autoridades,meu clamor seja suave quase intimo.
Mas...VAMOS CONTINUAR VESTINDO A CAMISA : ESPLANADA PRECISA REVIVER!!